Presidente do Sindppen-MG, Jean Otoni, participou da audiência que tratou em especial do caso de policiais penais de Juiz de Fora. Governo alega remanejamento de efetivo, mas documento interno indica que servidores foram transferidos como punição ao pedirem atestados médicos.

Transferências em massa de policiais penais, por vezes para municípios distantes dos postos originais, foram denunciadas em audiência pública na manhã desta terça-feira (24/6/25). O governo estadual alegou remanejamento de efetivo, mas documento apresentado por advogado evidencia que transferências foram punições por licenças médicas.


Durante a reunião, realizada pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi tratado em especial de caso ocorrido em Juiz de Fora (Zona da Mata). 20 policiais penais da Penitenciária José Edson Cavalieri (PJEC) foram transferidos em janeiro deste ano. Segundo Jean, a situação acontece recorrentemente dentro da corporação. Para além das transferências, ele denunciou o procedimento de retirar o porte de armas dos policiais em licença médica, o que colocaria os profissionais em risco.



O presidente do sindicato cobrou posicionamento do diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, Leonardo Mattos Alves Badaró. A autoridade é responsável por fiscalizar esses atos e sua omissão pode ser considerada, para Jean Otoni, crime contra a administração pública. Ele apontou que a corregedoria apenas pune os policiais da ponta, sem alcançar diretores.

Representante do governo estadual, José Piazza negou punição e reafirmou justificativa oficial para as transferências. O deputado Sargento Rodrigues disse que o memorando evidencia que José Piazza MENTIU na reunião. O deputado Professor Cleiton disse que a situação é grave e não é um caso isolado.

Outro ponto citado na reunião é o alto índice de suicídios entre os policiais penais. O presidente do Instituto Rafaela Drumond, Aldair Divino Drumond, citou denúncias de assédio recebidas pelo instituto.



